Loucos por Dinheiro
Pr. Airton Evangelista da Costa
Pr. Airton Evangelista da Costa
Em nome da fé evangélica algumas denominações extrapolam no zelo por arrecadar numerário para a manutenção da Casa do Senhor.
"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que delas vos advenha a maior abastança" (Malaquias 3.10). O texto também fala em ofertas alçadas (verso 8).
Tem havido uma interpretação perversa dessa passagem bíblica. Os dízimos passaram a ser um meio de salvação, e não há limites na fixação das ofertas. É preciso que os desavisados entendam que não podemos comprar as bênçãos de Deus; que não asseguramos a salvação com as obras de nossas mãos; que devemos buscar "primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6.33). Em primeiro lugar devemos garantir a nossa salvação mediante sincero arrependimento, confissão dos pecados, mudança de vida, aceitação de Jesus como Senhor e Salvador. Na qualidade de salvos, de crentes em Jesus, então cumpriremos seus mandamentos, inclusive o de dizimar, e, nessas condições, faremos jus a todas as bênçãos e promessas catalogadas na Bíblia. Vejam:
"Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé - e isto não vem de vós, é dom de Deus - NÃO PELAS OBRAS, para que ninguém se glorie" (Efésios 2.8). O dízimo e as ofertas alçadas não salvam, mas os salvos ofertam com alegria. Somos salvos PARA as boas obras; não somos salvos PELAS boas obras.
Não podemos colocar a fé no dízimo, na campanha da qual participamos, nem na denominação em que congregamos. A fé salvífica é a fé no Senhor Jesus, na Sua morte e ressurreição (João 3.18; Romanos 10.9; Efésios 2.8). Nenhuma religião ou denominação, seja católica, seja evangélica, é caminho de salvação. O caminho é Jesus (João 14.6).