Flagrante
Era uma tarde como qualquer outra da semana de trabalho, e ela já se encontrava aflita. Já faziam algumas horas que seu marido havia saído de casa para o trabalho no mercado, e ela já olhava pela janela, esperando ele chegar. Aquele sentimento de paixão, misturado com a apreensão de saber se ele apareceria novamente, a deixavam sufocada.
Aquela paixão vinha consumindo seus pensamentos de tal forma, que ansiava o momento em que o veria. Quando ele entrasse por aquela porta, sorrisse e a tomasse em seus braços, ela não teria outro pensamento em sua mente, apenas se deixaria levar por ele. Mas o que a entristecia bem no fundo, é que ela sabia que aquilo não era certo; ela sabia que deveria parar, mas seu desejo falava mais alto que a razão.
