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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A Fraude da TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO

A teologia da substituição (também conhecida como supersessionismo) essencialmente ensina que a Igreja substituiu Israel no plano de Deus. Os aderentes à teologia de substituição acreditam que os judeus não sejam mais o povo escolhido de Deus e que Deus não tenha planos futuros específicos para a nação de Israel.

Há grandes problemas com essa opinião, tais como a existência contínua do povo judeu durante os séculos e especialmente com a revivificação do estado moderno de Israel. Se Israel tem sido condenada por Deus, e não há nenhum futuro para a nação judaica, como podemos explicar a sobrevivência sobrenatural do povo judeu durante os últimos 2000 anos apesar de muitas tentativas de destruir essa nação? Como podemos explicar por que e como Israel reapareceu como uma nação no século 20 depois de não existir por 1900 anos?

A visão de que Israel e a Igreja são diferentes é ensinada claramente no Novo Testamento. Biblicamente falando, a Igreja é completamente diferente e distinta de Israel e as duas nunca devem ser confundidas ou mencionadas como se fossem a mesma coisa. As Escrituras nos ensinam que a Igreja é uma criação completamente nova que passou a existir no Dia de Pentecostes e continuará até ser levada ao céu no arrebatamento (Efésios 1:9-11; 1 Tessalonicenses 4:13-17). A Igreja não tem nenhum relacionamento com as maldições e bênçãos para Israel. As alianças, promessas e advertências são válidas apenas para Israel. Israel tem sido temporariamente colocada de lado no programa de Deus durante esses últimos 2000 anos de dispersão.

Depois do arrebatamento (1 Tessalonicenses 4:13-18), Deus vai restaurar Israel como o foco principal do Seu plano. O primeiro evento durante esse tempo vai ser a Grande Tribulação (Apocalipse 6-19). O mundo será julgado por rejeitar a Cristo, enquanto Israel é preparada através das provações da Grande Tribulação para a Segunda Vinda do Messias. Portanto, quando Cristo retornar à terra no final da Tribulação, Israel estará pronta para recebê-lo. O restante de Israel que sobreviver à Tribulação será salva e o Senhor estabelecerá o Seu reino na terra com Jerusalém como a sua capital. Com Cristo reinando como Rei, Israel será a nação principal, e representantes de todas as nações irão a Jerusalém honrar e louvar o Rei – Jesus Cristo. A Igreja retornará com Cristo e reinará com Ele por um período literal de 1000 anos (Apocalipse 20:1-5).

Leia mais: http://www.gotquestions.org/Portugues/teologia-substituicao.html#ixzz3RubyiWi0



sexta-feira, 29 de junho de 2012

A ARIDEZ DA ORTODOXIA MORTA

Por Fabio Campos
"Os mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés. Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los". (Mt. 23:2-4 NVI)

          O chamado a defesa da fé é um dos ministérios mais difíceis de serem exercidos. Assim como Jeremias, Lutero, Huss, entre outros, sua recompensa às vezes será solidão, martírio, e desprezo até mesmo por parte daqueles a quem mais amamos. Este não é um chamado simpático ou para se ganhar popularidade.

          Entretanto, nos últimos dias, venho percebendo que tem faltado o tempero no linguajar e uma abordagem menos agressiva no trato de assuntos "controversos" (Cl. 4:6). Principalmente no campo acadêmico, o solo tem sido árido, pedregoso, sem amor e misericórdia para com aqueles que discordam de algum ponto de vista secundário da fé cristã. Nas coisas que a Bíblia deixa à liberdade do Cristão, o respeito e o amor para com o irmão têm que prevalecer na discordância (Rm 14).

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Afinal, o que está errado com a teologia da prosperidade?



Por Augustus Nicodemus


Apesar de até o presente só ter melhorado a vida dos seus pregadores e fracassado em fazer o mesmo com a vida dos seus seguidores, a teologia da prosperidade continua a influenciar as igrejas evangélicas no Brasil.

Uma das razões pela qual os evangélicos têm dificuldade em perceber o que está errado com a teologia da prosperidade é que ela é diferente das heresias clássicas, aquelas defendidas pelos mórmons e “testemunhas de Jeová” sobre a pessoa de Cristo, por exemplo. 

A teologia da prosperidade é um tipo diferente de erro teológico. Ela não nega diretamente nenhuma das verdades fundamentais do Cristianismo. A questão é de ênfase. O problema não é o que a teologia da prosperidade diz, e sim o que ela não diz.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A letra mata e o Espírito Vivifica

A letra mata e a teologia enterra. Será?

Por Renato Vargens

Volta e meia eu ouço da boca de algumas pessoas que o crente não deve se preocupar em conhecer ou estudar teologia, mesmo porque, segundo estes a letra mata. Para os que defendem este tipo de pensamento, o estudo sistemático da Bíblia e de suas doutrinas contribuem para a extinção do fogo do Espírito Santo na vida da igreja.

Ora, lamentavelmente essa famosa expressão paulina tem sido equivocadamente utilizada pelos combatedores da teologia. Como comumente acontece no aparecimento de desvios teológicos , usa-se um texto fora do contexto, para justificar distorcidas práticas doutrinárias. Infelizmente a expressão em questão, tirada da segunda epístola de Paulo aos Coríntios, tem sido usada por algumas pessoas que argumentam que não devemos seguir o que está escrito na Bíblia e sim as "revelações" do Espírito de Deus.

"E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fixar os olhos no rosto de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual se estava desvanecendo, como não será de maior glória o ministério do espírito?" 2 Co 3:6-8

Caro leitor, ao escrever este texto, Paulo estava falando sobre a superioridade da nova aliança sobre a antiga. A morte causada pela letra realmente é espiritual, porém, é bom salientar que se trata de uma alusão ao código escrito da lei mosaica. A lei mata porque demanda obediência irrestrita, mas não proporciona poder para isso. É representada pelas tábuas de pedra (3.3). Por outro lado, o espírito vivifica porque escreve a lei de Deus em nossos corações, trazendo-nos a vida em medida muito maior do que realizava sob a antiga aliança. É representado pelas tábuas da carne (3.3). Portanto, como podemos ver, o texto não fundamenta, em qualquer instância, a rejeição de se estudar teologia.

Pois é, um dos problemas mais graves da igreja é a ignorância.

Que Deus tenha misericórdia de sua Grei!

Pense nisso!

Renato Vargens
 
Comentário Bíblico: Lembramos apenas que, sempre, o cristão deve buscar a direção do Espírito Santo, porque estudar a Bíblia apenas em sua letra, comparando versículos com versículos, sem entendimento dado pelo Espírito, realmente conduz à morte espiritual. Prova disso é o imenso número de pessoas e religiões com a Bíblia na mão e que se aferram em ensinar a letra, sem ter a real compreensão dada do Espírito: " Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele" - Romanos 8:9 . O apóstolo Paulo é um exemplo de pessoa que conhecia a letra, já que aprendeu-a de seu mestre Gamaliel. Mas quando se converteu e recebeu de Deus a direção pelo Espírito Santo, pôde afirmar então: 
"Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens.
Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo." Gálatas 1:12
 LEIA TAMBÉM:

Sobre como ler a Bíblia - http://wagnercipriano.blogspot.com/2010/03/sobre-como-ler-biblia.html

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A teologia da prosperidade é uma enrolação


“Jesus sempre tem muitos que amam o Reino celestial, mas poucos que suportam a cruz (...) Muitos o amam, contanto que não encontrem nenhuma adversidade; muitos o louvam e o bendizem, contanto que tenham alguma de suas bênçãos”.Tomás de Kempis (1380 – 1471)

Queridos (as) Leitores (as), querem saber qual uma das maiores enrolações dos últimos tempos? A chamada Teologia da Prosperidade. O quê vem a ser isso? A Teologia da Prosperidade, doutrina muito ultimamente por um grande número de igrejas defende que “O Povo de Deus tem de ser o povo mais feliz da terra”, que devemos “mentalizar o sucesso” e “programar a mente para o sucesso”. Manda que abandonemos a “mentalidade de fracos e lamurientos” e a “mentalidade da pobreza” para, no seu lugar, “colocarmos a mentalidade da prosperidade”.

A nossa meta, de acordo com os livros desses pregadores de meia-pataca é que “temos que ter o melhor que a vida pode oferecer”. Os fiéis, ou os leitores, são aconselhados a desenvolver uma imagem de vitória, sucesso, saúde, abundância, alegria, paz e felicidade, pois então nada na terra poderá tirar essas coisas deles.

Outra tolice que os defensores desse tipo de teologia propagam é a de que Deus quer nos abençoar se tão-somente tivermos fé. O fundamental sai dos assuntos espirituais do pecado e salvação para se concentrar somente nos assuntos materiais das bênçãos e prosperidade. Para eles, o problema não é o pecado, mas a baixa auto-estima e pensamento negativo. A meta não é a salvação, mas o sucesso. Segundo eles, se tivermos opinião mais elevada de nós mesmos e enchermos a mente com pensamentos positivos, moldaremos um futuro mais próspero que será abençoado por Deus. Os discípulos de Jesus devem sentir-se confortáveis no mundo e esperar bênçãos de Deus. Chegam a dizer que em certos aspectos eles devem exigir tais bênçãos.

Para a Teologia da Prosperidade Deus se torna uma espécie de Papai Noel cósmico que existe para nos abençoar, se tão-somente crermos que assim Ele fará. Os assuntos de significação eterna estão descartados em prol das considerações de felicidade temporal.

A atitude “O que eu ganho com isso?” está impregnada na Teologia da Prosperidade. Penso que Jesus ficaria horrorizado em ver tal mentalidade. Na década de 70, a clássica canção de Keith Green intitulada “Asleep in the Light” (Dormindo na Luz) censura a igreja por seu egocentrismo: “Bless me, Lord, bless me, Lord, You know, it’s all I ever hear” (“Deus, me abençoe, Deus, me abençoe”, É só o que ouço). E Green repreende os fiéis que querem receber todos os benefícios de Cristo e vão descansar para esbaldarem-se neles sem trabalhar em prol do Reino de Deus.

Sempre que ouço alguém dizer que Deus deseja que sejamos felizes e prósperos, não posso deixar de pensar: Diga isso aos mártires. Pensemos um pouco nas pessoas ao longo da história da igreja que perderam tudo o que possuíam por causa da fé. Eles perderam a família, puseram a saúde em perigo e sofreram todo tipo de sofrimentos. Veja como o autor da Carta aos Hebreus cataloga os grandes santos do Antigo Testamento:

“Uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos a fio de espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra” (Hebreus 11.35b-38).
Fico imaginando quantos que dizem que crêem considerariam tais experiências como bênçãos de Deus!


Escrito por Wagner Carvalho



   "(¯`•.~ Wagner Jr.~.•´¯)"
         WEB Evangelista

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A “Nova Reforma” de Robert Schüller


A teologia de Robert Schüller é totalmente voltada para o humanismo religioso, o qual é muito pior do que o humanismo secular, por causa de sua linguagem religiosa usada na entrega da mensagem. Um revisor do livro de Schüller: “Self-Esteem, the New Reformation” (Auto-Estima, a Nova Reforma - Word, 1982), diz o seguinte: “Schüller coloca o homem antes de Deus; ele não tem uma doutrina mostrando a depravação humana; atribui a resistência do homem à graça a um senso perdido de autodignidade e acha que deveríamos dizer aos pecadores que eles são mais dignos do que indignos. Ele redefine a terminologia da fé, de modo a produzir uma teologia inteiramente diferente, além de falsa.”

Schüller diz que acredita na salvação pela graça, mas, o que ele realmente acredita é no resgate de uma baixa auto-estima. Ele diz que acredita no inferno, mas o seu inferno é a perda da auto-estima, não um lugar de fogo e eterno tomento. Ele diz que acredita no pecado, mas, para ele, o pecado não é uma rebelião contra Deus e Sua lei, mas a perda da auto-estima. Ele diz que acredita em Jesus Cristo , mas o seu “Jesus” é um “Cristo” encarnado no modelo positivo da auto-estima, não o Jesus Cristo da Bíblia. Schüller é um tremendo herege, um blasfemador.

Apesar disso, os livros de Schüller são endossados pelos chamados líderes evangélicos de hoje, como: Clark Pinnock (do McMaster Divinity College); David Hubbard (do Seminário Fuller) e Kenneth Chafin, da Convenção Batista do Sul. [N.T. - A CBS, nos últimos 30 anos, tem-se especializado em endossar os autores emergentes e liberais, daí estar perdendo sua identidade teológica bíblica. O ex-presidente americano Jim Carter abandonou recentemente a CBS., afirmando, entre outras coisas:Eu tenho sido um Cristão praticante toda a minha vida e um diácono e um professor da Bíblia por muitos anos. Minha fé é uma fonte de força e conforto para mim, assim como crenças religiosas são para centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo.“].

Em 1984, os editores da revista “Christianity Today” [da qual Billy Graham era um dos diretores] examinaram a teologia de Robert Schüller e, por incrível que pareça, chegaram à conclusão de que ele não é um herege, ao publicarem o seguinte: “Ele crê em todas as doutrinas fundamentais do Cristianismo tradicional. Ele aceita tudo que está no Credo dos Apóstolos com uma tenacidade nascida de forte convicção”. [N. T. - Não é de estranhar que esta revista - que no Brasil está sendo publicada como “Cristianismo Hoje” - publique em suas páginas apenas autores emergentes].

A teologia de Robert Schüller - Vejamos um pouco da teologia de Robert Schüller, a fim de constatar a sua inclinação ao humanismo [N. T. - e, consequentemente, ao Ecumenismo e aos ensinos da Nova Era].

“Fui imediatamente atraído pelo papa João Paulo II, quando, após sua eleição, ele publicou discursos chamando, invariavelmente, a atenção para a necessidade de reabilitar a dignidade do homem como um ser humano, um filho de Deus”. (P. 17) [N.T. - Os papas modernos falam constantemente de amor e dignidade humana, por causa dos direitos humanos dos tempos atuais. Porém, não devemos esquecer que, durante muitos séculos, a Igreja de Roma torturou e matou os judeus e os cristãos bíblicos, que negaram os seus dogmas, principalmente o da Transubstanciação, a fim de manter o domínio político-religioso mundial].

“A teologia clássica tem errado na insistência de que a teologia deve ser centrada em Deus e não no homem” (p. 64).

“A teologia clássica tem falhado demais, ao interpretar o arrependimento como uma força positiva e criadora... Essencialmente, se o Cristianismo quiser ter sucesso no próximo milênio, ele precisa deixar de ser uma religião negativa, tornando-se uma religião positiva” (p. 104).

“O católicos romanos citam os editos papais; os protestantes citam a Bíblia; os fundamentalistas declaram seus dogmas teológicos, todos eles esperando que renunciemos à nossa reflexão pessoal, a fim de condescendermos, pacificamente, com esses pronunciamentos. O resultado é que nossa dignidade pessoal é violada por essas comunicações opressivas, que sabotam a inteligência” (p. 153).

“Um clássico papel do púlpito no Protestantismo tem sido o de pregar sermões, os quais implicam mais em doutrinação do que em educação. Dentro desta forma de comunicação, existe uma inclinação no sentido de manipular e, portanto, ofender o que há de mais precioso no homem, a sua dignidade” (p. 153).[N.T. - Isto acontece apenas, nos púlpitos carismáticos, mas, dificilmente nos púlpitos das denominações tradicionais].

“Numa teologia que começa pela falta de respeito ao orgulho e à dignidade da pessoa humana, não tenho o direito de pregar um sermão, nem de escrever um artigo que possa ofender o autorrespeito e violar a autodignidade do ouvinte ou do leitor. Qualquer ministro religioso, líder ou repórter que usar um estilo, uma estratégia, uma substância ou um espírito que deixe de mostrar respeito pela sua audiência, estará cometendo o pecado do insulto. Todo ser humano deve ser tratado com respeito; sua auto-estima é um direito sagrado”. (pp. 153-154).

“A tragédia da cristandade, hoje em dia, é a existência de tantas congregações de membros de igrejas, os quais são dominados, e emocionalmente impossibilitados de refletir, por pessoas de baixo desempenho. Estas congregações têm sido acertadamente rotuladas de ‘povo de Deus congelado’... Elas fazem isto exercendo autoritarismo em doutrinas e práticas, plantando as sementes da suspeita e da dissensão na comunidade religiosa... Por outro lado, pessoas fortes... de personalidade segura, cujos egos encontram apoio e auto-estima em uma relação pessoal com Jesus Cristo ... ousam desafiar opiniões contrárias, interpretações diversificadas e desvios da teologia, sem se tornarem desrespeitosas, julgadoras ou acusadoras” (p. 154).[N. T. - Aqui o herege falou bonito, principalmente em se tratando das igrejas carismáticas].

“O erro clássico do nosso Cristianismo histórico é que jamais temos começado pelo valor da pessoa... Em vez disso, temos começado pela ‘indignidade do pecador’. Este ponto de partida tem estabelecido o palco inicial da glorificação da vergonha humana na teologia cristã” (p. 162).

[N. T. - O Dr. Peter Ruckman costuma dizer que uma teologia que tem 80% de verdade e apenas 20% de erro, continua sendo muito perigosa para o nosso crescimento espiritual. Robert Schüller tem mais de 20% de erro; portanto, devemos ter cuidado com a sua teologia da auto-afirmação pessoal].

O que é o Pecado? - “O que significa pecado?” [Schüller responde]: “É qualquer condição ou ato humano que roube de Deus a glória, privando Seus filhos do seu direito à dignidade divina... Posso dar outra resposta: O pecado é qualquer ato ou pensamento que roube de mim ou de outro ser humano sua auto-estima” (p. 140)

“A teologia clássica define o pecado como um ato de rebelião contra Deus. A reposta não está errada quanto à afronta ao ser humano. Cada pessoa merece ser tratada com dignidade, mesmo que seja um pecador” (p. 65).

“A raiz do pecado original foi a falta de confiança. Ou poderia ser considerada como a inata incapacidade do homem de dar-se o devido valor.

E rotulemos isto como uma auto-estima negativa, sem, contudo, falar que o âmago da alma humana é a maldade... O Cristianismo positivo não se atém à depravação humana, mas à incapacidade do homem”. (p. 67).

“Qualquer análise do ‘pecado’, do ‘mal’, da ‘’influência demoníaca’, do ‘pensamento negativo’, do ‘mal sistêmico’ e do ‘comportamento antissocial’ que deixe de considerar a falta de autodignidade como sendo o âmago do problema, deve ser sombrio demais” (p. 68).

“O Âmago do pecado é a falta de auto-estima ... O pecado é um auto-abuso psicológico... O pecado mais grave é aquele que leva alguém a dizer: ‘eu sou indigno’; é alguém duvidar que possa real e honestamente aceitar a graça salvadora que Deus nos oferece através de Jesus Cristo” (pp. 98-99).

O que é o inferno? - Robert Schüller responde: “É a perda do orgulho, a qual conduz à separação de Deus.... A principal e infalível fonte do autorrespeito da alma. ‘Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?’ [Lucas 15:34). Este foi o encontro de Cristo com o inferno. Nessa morte infernal, nosso Senhor experimentou o máximo horror da humilhação, da vergonha, da perda do orgulho, como um ser humano. Uma pessoa está no inferno, quando perde sua auto-estima. Quem pode imaginar uma condição mais trágica do que viver eternamente em vergonha?” (pp. 14,15,93).

O que é Salvação? - Robert Schüller responde: “Do que precisamos é de uma teologia da salvação, que principie e termine com o reconhecimento da fome de cada pessoa pela glória” (pp.26-27).

“Nascemos para a elevação pessoal. Somos filhos de Deus... A paternidade divina oferece uma profunda cura espiritual para o complexo de inferioridade, colocando o sólido fundamento para uma sólida auto-estima espiritual”. (p. 60).

“Sou humanamente incapaz de corrigir minha auto-imagem negativa, até conseguir uma experiência de vida, com um amor não julgador a mim direcionado, de uma Pessoa que eu admire tanto, a ponto de ser por Ela aceito, a fim de nascer de novo” (p. 67).

“Nascer de novo significa mudar de uma auto-imagem negativa para uma auto-imagem positiva... de uma imagem de auto-inferioridade; do medo de amar; da dúvida, para a confiança” (p. 68).

“A cruz santificou o caminho do ego. A cruz protegeu a auto-estima do Senhor, evitando que Ele mergulhasse no pecado do orgulho” (p. 75). [N. T. - Só mesmo um herege e incrédulo na divindade de Cristo poderia admitir que o Santo, Perfeito e Infalível Filho de Deus pudesse pecar!].

Quem é Cristo? - Roberto Schüller responde: “É o Ideal Único, a Auto-Estima Encarnada. (p. 135). Jesus nunca chamou alguém de pecador... Em vez disso, Ele dirigiu Sua admoestação contra os que usavam sua autoridade religiosa para gerar culpa e levar as pessoas a perder a capacidade de provar e gozar do seu direito à dignidade...” (pp.100, 126).

[N.T. - São heresias como estas (aceitas e endossadas pelos líderes evangélicos americanos, e em seguida exportadas para outros países) que estão conduzindo a Igreja do Senhor para um abismo de erro doutrinário e, consequentemente, para a Nova Religião Mundial].

Tradução e Comentários de Mary Schultze do artigo “Robert Schüller”. do site Biblical Discernment Ministries, em 26/09/2009.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O PROJETO DE DEMOLIÇÃO DA BÍBLIA E A CONTEMPORANEIDADE

A charge ficaria melhor se, na placa, estivesse: "Teólogos liberais trabalhando". A ortodoxia teológica é uma grande bênção e o que impede muitos incautos de enverederam pelo obscuro caminho do liberalismo teológico. Porém, é como Ravi diz, ao fim do seu breve comentário: "... Todas as gerações tentarão fazer o mesmo, e procurarão enterrar as Escrituras, só para encontrar a Bíblia reemergindo com poder triunfante".

Certa vez, tive o privilégio de estar em uma entrevista ao vivo, embora breve, na CNN. Preparei-me tendo cuidadosamente revisto a atual enxurrada de artigos da Time, U. S. News and World Report, e semelhantes, bem como diversos livros recentes que revelam as “últimas descobertas” de críticos sempre ardorosos para refazer Jesus à própria imagem deles. De modo bastante interessante, apesar de meu anfitrião não ter mencionado qualquer um deles por nome, suas questões revelavam o pensamento popular engendrado por estudiosos que parecem deleitar-se em desacreditar a Bíblia.

Uma das questões que ele levantou foi sobre a diferença entre o Cristo da fé e o Jesus da história. Implícita nessa questão está a afirmação segundo a qual o que a credulidade evangélica tem feito com a fé cristã não contém qualquer semelhança com o Jesus da história, o filho do carpinteiro de dois mil anos atrás. O tempo não me permitiu explicar que a própria questão produzia uma falsa dicotomia imposta sobre nós por alguns cujos preconceitos filosóficos ultrapassam suas habilidades acadêmicas. A razão, por si só, já dita que o Cristo da fé e o Cristo da história devem ser o mesmo, ou senão não haverá fé mas credulidade. O assunto real, portanto, não é como a questão apareceu, mas “onde podemos encontrar o Cristo da história?”. A literatura de algumas perspectivas é tão estranhamente inventada – a intenção parecendo meramente a de despir Jesus de Sua divindade – que os fins aos quais alguns deles chegam seriam engraçados, caso não fossem tão destrutivos.

Uma das idéias mais forçadas veio, na década de 1970, de John Allegro, um estudioso da Universidade de Manchester. Ele teorizou que Jesus era originalmente um zé-ninguém a favor de um cogumelo alucinógeno sagrado ao redor do qual a seita cristã surgiu. O estudioso neotestamentário conservador Edwin Yamauchi conta que Allegro certa vez disse o seguinte a um amigo que estava se tornando interessado no Evangelho: “Até o tempo em que eu tiver acabado com a Igreja, a Igreja não mais terá sobrado para se reunir”. Mas vejam só! Allegro seguiu o caminho de toda carne (seu último livro foi publicado postumamente), enquanto a Igreja ainda sobrevive.

Ironicamente, um dos maiores estudiosos do Novo Testamento, em todos os tempos, F. F. Bruce, também era da Universidade de Manchester. Suas obras divisoras de águas provêem uma brilhante defesa da autoridade e autenticidade dos documentos do Novo Testamento. Em seu livro The Canon of Scripture [O Cânon das Escrituras], Bruce nota que o cânon do Novo Testamento não é apenas um juízo de valor [i.e., uma opinião] mas uma declaração factual. Diz ele: “Indivíduos de comunidades podemconsiderar que ele [o NT] é muito restrito ou muito abrangente; porém, a opinião deles não afeta a identidade do cânon. O cânon não será diminuído ou minimizado por causa do que eles pensam ou dizem: ele é um dado literário, histórico e teológico”.

Anos após o livro de Allegro, incontáveis teorias têm semelhantemente cativado a atenção da mídia e alimentado as imaginações dos céticos. Algumas das mais recentes obsessões têm se baseado no Evangelho de Tomé e no Evangelho de Judas. Escritores têm pego esses pequenos achados e os respectivos pensamentos fortuitos destes e com eles têm atacado os Evangelhos bíblicos como uma construção de pessoas tentando fazer de Jesus o que Ele não era. Mas a metodologia que empregam é uma afronta à erudição respeitável. Uma da ironias desses argumentos é que as próprias suposições que trazem para testar a autenticidade de Mateus, Marcos, Lucas e João destruiriam totalmente a validade desses pretensos evangelhos muito antes de causar qualquer dano aos Evangelhos canônicos.

Em uma conversa com o estudioso neotestamentário e professor Donald Carson, relacionada a esse mesmo assunto, eu indaguei abertamente o que poderia estar por trás de tais gratuitamente destrutivos esforços de alguns. Carson respondeu: “Eles querem seu próprio cânon”.

Apesar de confabularem, levantar hipóteses, contra-argumentar os princípios da ortodoxia bíblica, não seria honesto afirmarmos que os dois opostos têm o mesmo "peso" de evidências. Em absoluto! Não há nada que apoie os evangelhos gnósticos (e quaisquer outras tradições heterodoxas à Bíblia), a não ser pelo afã de se ver destruídos os preceitos cristãos, apagando o resquício (se houver) do Cristianismo, do coração de nossa sociedade.

Essa sentença resume muito bem todo o debate. De fato, estamos vivendo em um tempo em que queremos nosso próprio cânon para tudo, da sexualidade ao direito de nascimento – por que não o nosso próprio cânon das Escrituras, também? Nesse sentido, cada um de nós, ao seu próprio modo, revive o episódio do Jardim do Éden, ao questionar o que Deus disse e ao exigir o direito de estabelecer por nós mesmos um cânon. Todas as gerações tentarão fazer o mesmo, e procurarão enterrar as Escrituras, só para encontrar a Bíblia reemergindo com poder triunfante. Isso porque ela tem como peça central Alguém que conhece o caminho para fora do sepulcro. Fonte: Apologia

segunda-feira, 29 de junho de 2009